Relatório final destaca risco iminente de colapso de laje na Avenida Armando Franco, em Bambuí/MG
As análises técnicas realizadas na Avenida Armando Franco evidenciam diversos riscos relevantes à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança estrutural da região
A Prefeitura de Bambuí/MG recebeu, nesta semana, o relatório completo elaborado pela empresa Consult-Prime Brasil, que avaliou toda a extensão da Avenida Armando Franco, com ênfase no trecho onde se concentram lanchonetes.
Todo o conteúdo do laudo foi apresentado durante uma transmissão ao vivo no Instagram do prefeito de Bambuí, senhor Firmino Júnior (PODEMOS).
O documento aponta que a estrutura não foi originalmente projetada de forma adequada para o escoamento de águas pluviais e de esgoto. No entanto, acredita-se que, à época de sua construção — cerca de 30 anos atrás —, foi o que era viável financeiramente para o município. Atualmente, a estrutura representa risco à vida da população, com possibilidade iminente de colapso.
As análises técnicas realizadas na Avenida Armando Franco evidenciam diversos riscos relevantes à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança estrutural da região. Entre os principais pontos destacados estão:
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Canalização inadequada do córrego, associada ao descarte irregular de resíduos e à instalação de barracas de alimentação em área imprópria, expondo a população a riscos de contaminação hídrica, proliferação de vetores e disseminação de doenças infecciosas.
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Manifestações patológicas identificadas no canal de drenagem subterrânea, como trincas generalizadas, desagregações, oxidação avançada das armaduras, falhas construtivas e uso de materiais inadequados. Esses problemas, somados à exposição ao ambiente classificado como de agressividade nível III, segundo a NBR 6118:2023, indicam um nível de deterioração incompatível com os padrões mínimos de segurança exigidos para estruturas urbanas.
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Configuração estrutural precária, com uso de lajes pré-fabricadas e contenções com técnicas mistas, comprometendo a integridade global da obra e indicando risco de colapso iminente.
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Presença de árvores de médio e grande porte ao longo da via, cujas raízes têm potencial de agravar a degradação estrutural, exercendo esforços mecânicos sobre as paredes e lajes do canal, o que pode causar fissuras, deslocamentos e até rompimentos de elementos estruturais e de vedação.
Diante desse cenário, o relatório recomenda a adoção imediata de medidas corretivas e preventivas, incluindo:
- Interdição definitiva da estrutura;
- Demolição completa do canal, incluindo contenções laterais, fundações, lajes e edificações construídas acima e dentro da área de segurança;
- Supressão e remoção da vegetação e dos pavimentos sobre o canal;
- Reorganização das atividades comerciais atualmente instaladas sobre a galeria.
Além disso, recomenda-se a recuperação ambiental da área, com substituição da arborização inadequada, implantação de infraestrutura sanitária compatível com a ocupação urbana e implementação de ações permanentes de fiscalização, monitoramento e educação ambiental.
Durante a transmissão ao vivo, o prefeito Firmino Júnior informou que a prefeitura publicou em seu site um edital convocando todos os proprietários de edificações em espaços públicos do município para apresentação de documentação e participação em uma reunião futura. As lanchonetes deverão ser remanejadas para outros espaços, não de forma imediata, mas sim visando as peculiaridades e necessidades de cada estabelecimento.
O prazo final para a entrega da documentação é sexta-feira (30), até às 17h, no prédio da Prefeitura de Bambuí.

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