• Bambuí, 27 de Setembro de 2020

Firmino Júnior: Família Mundo

Foto: Reprodução

            Sêneca foi um dos maiores escritores, filósofos e teatrólogos que a antiga sociedade Romana conheceu. Suas obras perduram até hoje, bem como suas frases que retratam o mundo em que vivemos.

 

            Sem mais biografias, vamos passar ao que interessa: a família. Sêneca resumiu bem o sentido de família, ou seja, “ajudar uns aos outros”. Sei que encheria linhas e linhas descrevendo como o conceito de família mudou, como tem tio que faz papel de pai, amigo que faz papel de irmão, resumindo, clichês que estamos cansados de assistir na TV, no cinema, de escutar no dia a dia. Nada contra, só quero diferenciar um pouco em 2016.

 

            Assim como Sêneca, creio que a constituição de uma família se dá quando existe uma ajuda mútua. Não abrange laços consanguíneos ou consideração, mas sim doação. Nasce uma família toda vez que alguém deixa o individualismo de lado e se abre para o outro. Consegue pensar no todo, no coletivo, e não mais na sua existência como um ser único e absoluto.

 

            Eu tenho uma família bastante tradicional, como essas em que se via no século passado. Entretanto, tenho construído uma família nova a cada dia. Não digo nova no sentido de se adequar aos tempos em que vivemos, mas sim como forma de demonstrar que diariamente tenho tentado me aproximar mais das pessoas, compreendê-las, respeitá-las e aceitá-las. Creio que aceitação seja a palavra principal para uma família que é constituída a partir da troca. Troca de ajuda, de amor, de carinho, de respeito. Aceitação e troca precisam sempre caminhar juntas.

 

            Sem delongas, por hoje é isso. Apenas tentei desenvolver modestamente as sábias palavras de um escritor que nos diz muito ainda hoje. A única coisa nova de fato que tenho a ressaltar neste espaço é que para uma sociedade mais justa, igualitária, ou seja, aquela que todos nós sonhamos, precisamos nos tornar uma grande e única família. E, para que esta família, constituída de milhões de pessoas dê certo, a única solução é deixar o individualismo de lado e dar espaço para que o outro se aproxime e receba a sua mais sincera ajuda. Ah, e não deixe de dar aquele “Bom dia” e aquele abraço em qualquer pessoa que você tenha vontade, afinal, todos somos e seremos uma eterna e grande família chamada mundo.

FIRMINO JÚNIOR é professor do IFMG Câmpus Bambuí, jornalista e mestre em comunicação formado pela PUC Minas.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS