2026 pode se firmar como o ano mais chuvoso da década em Bambuí
Segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), apenas em janeiro deste ano foram registrados 484 mm de chuva, mais que o dobro do que se via nos últimos anos e um volume que superou com folga os totais mensais de janeiro de 2024 e 2025.
Moradores e trabalhadores enfrentam dificuldades extremas para realizar atividades rotineiras e serviços públicos, como capina, limpeza de ruas e recuperação de buracos nas vias, ficam comprometidos. A lama e os alagamentos transformaram ruas em verdadeiros obstáculos e tornaram o trabalho nas ruas quase impossível.
“Nunca vimos nada assim. É uma chuva que chega com força, que não dá trégua, e simplesmente impede o trabalho que a cidade precisa,” afirmou Fernando Bernardes, secretário de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos, que acompanha de perto a situação. “Os operadores de máquinas não conseguem limpar porque as galerias entopem em minutos, as equipes de tapa-buracos são surpreendidas por enxurradas, e até o simples ato de capinar se torna uma batalha contra a água.”
Enquanto a chuva não dá trégua, a cidade tenta manter as atividades básicas em dia, como coleta de lixo e outros. Com uma pequena trégua que a chuva deu nos dias do Carnaval, as equipes trabalharam o feriado todo para aproveitar a estiagem e tentar amenizar os locais mais críticos, como por exemplo estradas rurais.
O drama é agravado pelo fato de que os meses de fevereiro já registram volumes altos, e o histórico climático aponta que 2026 pode se tornar o ano mais chuvoso da década na região. Dados comparativos dos últimos anos mostram que, enquanto janeiro de 2024 acumulou cerca de 140 mm e janeiro de 2025 cerca de 161 mm, os 484 mm deste ano são inéditos e preocupação constante para moradores e poder público.
“Tecnicamente estamos lidando com um volume de chuva que ultrapassa em muito a média. As máquinas e equipes não podem atuar em segurança quando o solo está saturado e a chuva segue constante. O trabalho de tapa-buracos, capina e limpeza só pode ser iniciado de forma eficaz quando houver uma melhora nas condições climáticas. Do contrário, tudo que fazemos será rapidamente perdido pela próxima chuva”, explicou o prefeito Firmino Júnior.
O prefeito confirmou que as equipes estão em estado de prontidão, mas reconheceu que o avanço das ações depende diretamente da estabilidade no tempo.
“Estamos tentando priorizar as áreas mais críticas, mas simplesmente não há solução mágica quando a natureza impõe volumes tão expressivos de chuva em tão pouco tempo.”