• Bambuí, 18 de Janeiro de 2022

Lançamento de livro sobre história da colônia de Bambuí ocorre no sábado (04)

Foto: Reprodução

O livro “Isolamento Compulsório, os equívocos que se repetem”, é fruto de uma etnografia realizada na ex-colônia São Francisco de Assis em Bambuí MG, com observações e registros de personagens que foram obrigados a viver no local na época do isolamento compulsório da hanseníase. A obra destaca também a importância de religiosos como Padre Mário Gerlin, Irmã Carmela e Irmã Aparecida, que muita mais que líderes espirituais, desempenharam e trabalham pelo desenvolvimento social da Comunidade São Francisco de Assis. 

Além do registro histórico para a cidade de Bambuí, o livro toca em assuntos ainda não resolvidos em sua integralidade como, preconceito, discriminação, estigma, falta de trabalho e regularização fundiária, apontando para a necessidade de construção de outras políticas públicas de promoção à cidadania naquele território. 

A obra promove uma comparação legislativa entre o isolamento compulsório da hanseníase no passado e o isolamento compulsório para dependência química na atualidade, convidando o leitor a interpretar o tema a partir de suas experiências sobre o isolamento social adquiridas pela pandemia da covid-19. 

Artur Custódio Coordenador Nacional do MORHAN e Coordenador da Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde do Conselho Nacional de Saúde-CNS, no prefácio do livro destaca a obra como sendo: “uma contribuição plural para as questões ligadas a internação compulsória do passado, presente e futuro, importante reflexão para a vida social contemporânea no mundo e não apenas no Brasil. O amplo tema das políticas públicas de isolamento assume nos dias hoje uma vasta e complexa corrente de pensamentos, sejam embasadas pela ciência ou apenas pelas experiências individuais provocadas pela pandemia de Covid-19. O autor alinha sua experiência de militante social do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN, com os ensinamentos acadêmicos do Mestrado em Ciências Sociais”. 
Importante destacar, que muitos acreditam que a doença hanseníase é uma enfermidade do passado. Infelizmente não, a doença, continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública no Brasil. O país é o primeiro do mundo em prevalência de novos casos da doença, com cerca de 16 casos para cada 100 mil habitantes, o primeiro do mundo em diagnóstico em crianças menores de 15 anos cerca de 2.500 novos casos, somando anualmente cerca de 30 mil diagnósticos, diagnósticos esses, prejudicados em 50% nos anos de 2020 e 2021, devido as restrições impostas pela pandemia da covid-19.             

O lançamento está sendo realizado pela Prefeitura Municipal de Bambuí através da Secretaria de Educação e Cultura e conta com o apoio do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase -  MORHAN da cidade de Bambuí. 

Dia: 04 de dezembro Sábado
Horário: 9:30h
Local: Biblioteca Telecentro – Rua Coronel Florentino n˚ 13, centro Bambuí MG. 
Maiores Informações: (31) 99624-2235 WhatsApp

Sobre o autor
Thiago Pereira da Silva Flores é morador da Colônia Santa Isabel na cidade de Betim-MG, cursa o último semestre do Doutorado em Ciências Sociais pela PUC Minas onde obteve o título de mestre em 2018, é advogado desde 2015 e Produtor Cultural audiovisual desde 2017. Flores é Diretor nacional jurídico do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas Pela Hanseníase – MORHAN, colaborador do Serviço Franciscano de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC), é membro da Loja Maçônica Reconciliação e Justiça 146 GLMMG, participa da Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC), compõe a comitiva brasileira para o Encontro Economia de Francisco na cidade de Assis, Itália, e é Diretor de Projetos Sociais do Rotary Club de Betim. 


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