• Bambuí, 22 de Abril de 2021

Três morrem a espera de leitos de UTI em Formiga

Foto: Mário Zan/TV Bambuí

Três mulheres morreram, nesta terça-feira (23), em decorrência da Covid-19, em Formiga/MG. Elas estavam na sala vermelha aguardando leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação foi confirmada pela Prefeitura de Formiga/MG.

Outras três pessoas aguardavam vagas de UTI nesta segunda-feira (22). Todas estavam na sala vermelha. A taxa de ocupação atingiu 160%, considerando a fila de espera. Atualmente, formiga conta com 10 leitos de UTI.

As vítimas são uma mulher, de 55 anos, diabética e duas idosas, com 88 e 69 anos, com doença respiratória e a outra hipertensa.

O mês de março tem sido o pior mês desde o início da pandemia em Formiga. Este mês, 29 pessoas já perderam a vida em decorrência da Covid-19, o mesmo número somando os meses de janeiro e fevereiro.

O colapso no sistema de saúde forçou a Secretaria Municipal de Saúde a adotar novas medidas para contenção da doença e tratamento. “Vamos transformar toda a nossa estrutura da UPA para pacientes com Covid; Com essa mudança, a partir de hoje, todos os atendimentos serão direcionados para a UPA” informou o secretário de saúde Leandro Pimentel.

A medida irá possibilitar mais 28 leitos de enfermaria. Ao todo, Formiga passa a contar com 92 leitos de enfermaria disponíveis para o tratamento da doença.

A partir desta terça-feira (23), a população de Formiga que precisar de serviços de Pronto Atendimento Urgência e Emergência deverão procurar o Hospital Santa Marta (Próximo a Rodoviária). A decisão foi necessária devido ao agravamento da situação epidemiológico do município, que registra ainda um aumento de novos casos da doença e a necessidade de internação.

O Hospital de Campanha, montado no Ginásio Vicentão, está com 34 pacientes em observação, sendo que a capacidade inicial de atendimento era de 30 pacientes.

Onda roxa

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Leandro Pimentel, o resultado das medidas restritivas da Onda Roxa só deverão ser sentidas no início de abril. Os casos atuais são, em sua maioria, de pacientes que contraíram a doença antes do início das medidas mais restritas do Programa Minas Consciente. “É necessário que toda a população siga as orientações: fique em casa, não aglomere, use máscara e álcool em gel. É preciso a colaboração de todos!”, recomendou.


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