• Bambuí, 03 de Dezembro de 2021

Incêndio na Serra Canastra continua sem controle .

O incêndio na Serra da Canastra em São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado, completa nesta segunda-feira (10), quatro dias sem controle. As chamas tiveram início na última quinta-feira (6). Depois de controladas, as chamas voltaram na sexta-feira (7) e, desde então, se espalham pelo parque, que tem aproximadamente 72 mil hectares. A informação é de que o fogo está localizado em quatro pontos da área regularizada do Parque e que alguns animais estão saindo do meio da mata para fugir do fogo e do calor. Segundo o chefe do local, Darlan de Pádua, 37 brigadistas e quatro aeromaves (air tractor), combatem as chamas que já consumiram mais de 1.500 hectares de vegetação nativa, mas este número pode ser bem maior, já que segundo Darlan, não dá para se ter ainda um cálculo preciso. Além dos brigadistas, funcionários do Parque e 14 Bombeiros da cidade de Uberaba ajudam no combate às chamas. “O trabalho está sendo intenso. Observamos a baixa umidade do ar. O local está muito seco, a vegetação está muito seca. É difícil de chegar até o local”, explicou o Major André Casarim, comandante do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberaba. Ainda segundo Darlan, o fogo está sem controle e, por isso, o chefe do parque pediu reforço de mais 40 brigadistas ao Ibama. "Pedimos reforço para tentar conter as chamas que estão sem controle", afirmou. Responsável pela Brigada de Incêndio, Vicente Faria afirmou que a suspeita é de que o mesmo tenha sido criminoso. “Esses incêndios são de origem criminosa. Nós já tivemos testemunhos de pessoas que viram outras pessoas, em motos, colocando fogo no parque”, disse. De acordo com Vicente, as chamas continuam fora de controle. O que agrava ainda mais a situação, segundo ele, é a dificuldade de acesso aos pontos mais críticos. O tempo e a velocidade do vento no alto da serra fazem com que o fogo se espalhe rapidamente. “Os incêndios estão ocorrendo em locais de difícil acesso, então o brigadista tem que andar muito até o local da linha de fogo para fazer o combate. Ele se cansa em função do calor, da umidade baixa. Por isso estamos tendo extrema dificuldade para fazer o combate”, acrescentou. Fonte : G1


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