• Bambuí, 09 de Dezembro de 2019

Mulher atropela o marido ao saber que ele pode ter abusado da filha em Uberaba

Ocorrência que parecia ser mais um acidente de trânsito acabou se tornando ocorrência de lesão corporal grave e denúncia de abuso sexual, na tarde de ontem, em Uberaba.

De acordo com o registro da ocorrência, policiais militares se deslocaram à rua Antônio Rio, onde homem e mulher recebiam atendimento do Samu. A mulher, de 38 anos, contou aos militares que estava em frente da sede do Fórum de Uberaba, conversando com o seu esposo, um homem de 52 anos. Eles falavam sobre assuntos pertinentes à filha do casal.

Ao ser indagada sobre qual assunto seria, a mulher relatou que a menina, de 13 anos, havia lhe contado que o pai teria abusado sexualmente da mesma quando esta tinha 10 anos de idade, inclusive repassando à mãe detalhes das partes íntimas do homem. Ainda segundo a mulher, ao indagar o marido sobre o ocorrido, este teria confirmado em partes e, por conta disso, em um momento de fúria, a mulher subiu no passeio com sua motocicleta e atropelou o companheiro, arrastando o mesmo por alguns metros.

Em conversa com o homem, este negou as alegações da esposa e, ao sair do local de onde estavam conversando, acredita que a companheira teve um mal súbito, vindo a subir com a motocicleta na calçada, atingindo-o com a moto, ocasionando várias lesões.

A mulher foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da UFTM com escoriações no rosto, membros inferiores e superiores, fratura na tíbia direita e traumatismo craniencefálico leve. Já o homem atropelado sofreu laceração do supercílio direito e do lábio superior esquerdo, escoriações no tórax, quadril e membros inferiores, além de traumatismo craniencefálico moderado, o qual se agravou para grave durante atendimento médico no local. Foi necessário acionamento de unidade de atendimento avançado do Samu, a qual encaminhou a vítima imediatamente ao HC/UFTM. 

Diante do ocorrido, foi dada voz de prisão em flagrante à condutora da moto pela prática de crime de lesão corporal grave, ficando um policial militar responsável pela escolta da mesma. A Polícia Civil vai investigar o caso.


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