• Bambuí, 16 de Dezembro de 2019

Cruzeiro perde para o River Plate nos pênaltis e está fora da Libertadores

Foto: Mineirão/Twitter Reprodução

O apelido La Bestia Negra não fez efeito, e o Cruzeiro está fora da Libertadores. Com um futebol burocrático nas duas partidas contra o River Plate, o time celeste não saiu do 0 a 0 nos jogos e perdeu a disputa de pênaltis, na noite desta terça-feira (30), no Mineirão, por 4 a 2, dando adeus à competição. Já os Millonarios seguem em busca do pentacampeonato.

A Raposa chegou a seis partidas seguidas sem marcar gol na temporada, um fato gravíssimo para quem ansiava chegar às quartas de final e ainda sonha com o hepta da Copa do Brasil. Nas penalidades, o River converteu quatro vezes, com De la Cruz, Montiel, Martínez e Borré. Os celestes fizeram com Fred e Robinho, mas Henrique e David desperdiçaram suas cobranças.

Foi a quarta eliminação consecutiva do Cruzeiro para os argentinos na competição: 2014 para o San Lorenzo, 2015 para o River, 2018 para o Boca e 2019 novamente para o River.

Ofensivo onde, Mano?

Mano Menezes prometeu que o Cruzeiro seria bastante ofensivo na partida de volta. Mas na maior parte do primeiro tempo, o que se viu foi exatamente o contrário. O River teve mais posse de bola – 60,2% – e finalizou mais que os celestes – sete arremates contra três dos mineiros – na etapa inicial.

Os dois laterais da Raposa, Orejuela pela direita e Egídio pela esquerda, eram constantemente envolvidos pelos argentinos e tinham dificuldades para se jogar ao ataque. Já a dupla de zaga formada por Dedé e Léo se mostrava firme e atenta diante dos avanços do adversário. Robinho, no banco de reservas, fez falta.

Isso não quer dizer, no entanto, que o Cruzeiro não tenha levado perigo à meta de Armani. Até porque as chances mais claras partiram dos pés dos comandados de Mano Menezes. A primeira, com Pedro Rocha, que viu o arqueiro do River e a trave impedirem o gol dos donos da casa. A segunda, no rebote, com Romero, em finalização para fora.

Mesmo assim, ficou aquela sensação de que tudo poderia ser bem diferente se a Raposa se arriscasse e não ficasse apenas esperando um erro do oponente para contragolpear. A bem da verdade, é que os celestes ficaram muito dependentes de jogadas individuais de Marquinhos Gabriel, o mais lúcido do ataque. Com isso, o empate sem gols imperou até o apito do árbitro.

Melhorou, mas não muito

O River voltou do intervalo com uma modificação: Palacios no lugar de Ponzio. Inicialmente, o cenário não se alterou: River em cima, Cruzeiro esperando a hora certa para dar o bote. Com o tempo, a equipe estrelada melhorou de rendimento, obrigando Armani a trabalhar.

Se faltava um pouco mais de capricho no último passe, a solução poderia ser a entrada de Robinho, que, por não estar 100%, começou no banco de reservas. Restando meia hora para o fim da segunda etapa, o armador entrou em campo, no lugar de Ariel Cabral, para a esperança da China Azul.

O Cruzeiro ganhou em produtividade mais em termos ofensivos. Em uma boa trama, Thiago Neves arriscou de longe, mas a bola passou à esquerda de Armani, com perigo. Fred entrou no lugar de Pedro Rocha. E o camisa 9 armou uma boa jogada, deixando Marquinhos Gabriel na cara do gol. Só que o velocista demorou demais para chutar e acabou travado, para o desespero de Mano Menezes.

A Raposa foi para o abafa, criando situações para tentar tirar o grito de gol da garganta dos torcedores. Só que o empate perdurou, e a decisão ficou para a disputa de pênaltis.

Fim do sonho

A Raposa perdeu duas cobranças com Henrique e David, enquanto Fred e Robinho converteram. Já o River converteu quatro vezes, com De la Cruz, Montiel, Martínez e Borré e avançou para as quartas de final da Libertadores.


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