• Bambuí, 09 de Dezembro de 2019

Cazares volta e dá vitória ao Galo na estreia do Brasileirão

Foto: Moises Mesias

O meia Cazares, de fato, padecia de um problema de saúde. A moléstia, que consome todo e qualquer jogador de futebol, é conhecida por fome de bola. Mas na noite deste sábado, na estreia do Atlético no Campeonato Brasileiro, contra o Santos, no Independência, o equatoriano tratou de por fim ao período de jejum, ajudando nos primeiros de muitos pontos que a equipe precisa somar na longa caminhada da competição.

Nos últimos dias, uma enxurrada de boatos tentaram justificar a ausência do jogador nos últimos jogos da equipe. Um dos principais investimentos do clube para a temporada não entrava em campo há três jogos – e não era titular a quase um mês, desde o primeiro jogo da semifinal do Mineiro, contra a URT.

As histórias inverídicas deixaram o jogador assustado e, ao mesmo tempo, com vontade de mostrar serviço para sanar qualquer indisposição. Ele comandou as iniciativas, chamou o jogo e fez o gol da vitória do time reserva do Galo por 1 a 0.

A boa atuação de Cazares valeu não só para este sábado como também para o decisivo duelo de quarta-feira, contra o São Paulo, pelas quartas de final da Copa Libertadores. "Estou contente. É sempre bom fazer gol e ganhar. Estou tranquilo", ressumiu o nome da partida.

O jogo. Enquanto o Galo de Diego Aguirre poupava todos os titulares por causa da competição continental, o Santos de Dorival Júnior teve Lucas Lima e Ricardo Oliveira, machucados.

Mesmo com uma formação que tinha treinado junto apenas duas vezes, o Atlético até que se mostrou organizado em campo. O problema era o Peixe, que se postou bem fechado, sem arriscar descidas, respeitando os reservas do Galo.

De toda forma, com um terço de primeiro tempo, o alvinegro já tinha criado duas boas oportunidades, com Hyuri e Tiago, e, logo, balançaria as redes pelos pés do enfezado Cazares, com um belo gol aos 14 min.

A partida seguiu favorável no primeiro tempo ao Atlético que, embora tenha diminuído o ritmo, não era ameaçado pelo Santos. Na segunda etapa, o cenário pouco mudou. O time mineiro manteve a pegada e Uilson quase não era ameaçado. Surpreendeu negativamente o futebol do atual campeão paulista, que só se ligou que estava perdendo o jogo no fim da partida.

O Galo, no entanto, suportou a pressão e a torcida e o time puderam, enfim, se focar totalmente na partida da Libertadores.


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