• Bambuí, 15 de Dezembro de 2019

Fábio defende dois pênaltis e coloca o Cruzeiro nas quartas da Libertadores

Foto: Vinnicius Silva/Light Press/Cruzeiro

O dia 13 de maio de 2015 dificilmente sairá da memória do torcedor do Cruzeiro. Em uma partida épica, carregada de drama, o time estrelado avançou às quartas de final da Copa Libertadores após devolver o placar de 1 a 0 no tempo normal e bater o São Paulo na disputa de pênaltis. 

 

Fábio foi o grande responsável pela classificação, ao defender duas cobranças do time paulista, se tornando um herói justamente no momento em que se pede o diferencial dos goleiros. Já Damião, que desperdiçou sua cobrança, foi o responsável pelo único gol da partida no tempo normal.

 

Agora, o Cruzeiro aguarda o vencedor do duelo entre Boca Juniors e River Plate, que será disputado nesta quarta-feira (14), no estádio La Bombonera, a partir das 22 horas. 

 

Antes, a Raposa voltará suas para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo (17), às 16 horas, o Cruzeiro visitará o Santos na Vila Belmiro. Mais tarde, às 18h30, terá início o embate entre Ponte Preta e São Paulo.

 

SEM UM TOQUE DE CLASSE

 

Ao longo dos últimos cinco meses, o técnico Marcelo Oliveira pediu insistentemente a contratação de um armador. Para ele, um jogador apto a exercer essa função daria ao Cruzeiro um toque diferenciado na criação de jogadas, além de aliviar um pouco a carga sobre Arrascaeta. Pois bem, esse tal meia diferenciado não veio. Tivesse ele em campo, a Raposa certamente teria terminado a primeira etapa à frente. 

 

Precisando correr atrás do prejuízo, os comandados de Marcelo Oliveira mostraram um ímpeto que não foi visto ao longo deste ano. Aguerridos, tomaram as rédeas do duelo contra o São Paulo do início ao fim, dominando por completo os 45 minutos de jogo.

 

Para se ter uma ideia, o Cruzeiro finalizou à meta em 12 oportunidades, contra uma do Tricolor Paulista. Porém, somente em duas oportunidades a conclusão dos comandados de Marcelo Oliveira foi precisa. 

 

E isso tem uma explicação: a criatividade limitada. Apesar do domínio completo da etapa inicial, o Cruzeiro foi pragmático nas ofensivas. Para concluir, abusava dos chutes de fora da área, que se tornaram uma alternativa em meio às poucas brechas deixadas pelo adversário. Outra opção eram os cruzamentos na área são-paulina. Mas aí levavam desvantagem frente a Rafael Toloi e Lucão, duas barreiras que impediam a bola aérea celeste.

 

Quando o apito terminou a terminou a primeira etapa, ficou a sensação de que o Cruzeiro não deixaria a Libertadores por falta de vontade. Talvez por falta de um diferencial técnico nos momentos de maior tensão. 

 

GOL SALVADOR

 

Como era de se esperar, o Cruzeiro não diminuiu os ânimos em relação à primeira etapa. Seguiu empurrando o Tricolor Paulista contra seu campo, buscando a todo custo o gol que poderia levar a partida aos pênaltis, àquela altura. O São Paulo, por sua vez, continuava cedendo poucos espaços, tal qual a primeira etapa. Porém, num toque diferenciado a história mudou por completo.

 

Aos 9 minutos, Willian recebeu na altura do grande círculo. O meia-atacante viu Mayke penetrando em diagonal nas cotas de Wesley e enfiou uma belíssima bola por ali. A marcação são-paulina tentou se recuperar na jogada, mas o ágil lateral centrou a bola para o meio, onde estava Leandro Damião, que completou de primeira para o gol vazio para tirar o grito preso na garganta do torcedor celeste. 1 a 0

 

O gol deixou a partida extremamente interessante. Ninguém queria saber de pênaltis. Ficou um duelo intenso, com rápidas ofensivas dos dois lados (o São Paulo mais na base do conta-golpe), sempre assustando os goleiros. Rogério Ceni, por exemplo, fez uma belíssima defesa em um chute forte e cruzado de Marquinhos, aos 15 minutos. Aos 28, Luís Fabiano tirou tinta da trave ao completar cruzamento de Bruno, quando Fábio já estava batido. 

 

Melhor em campo, o Cruzeiro ainda levou grande perigo em outras três oportunidades. Porém, estava escrito que o duelo entre os dois gigantes seria decidido nas cobranças de pênaltis, a maior fábrica de heróis e vilões do futebol. 

 

FÁBIO!

 

O grande momento dos goleiros é a disputa por pênaltis. E, quando precisou, o Cruzeiro contou com seu camisa 1. Fábio defendeu duas cobranças e foi o grande responsável pela classificação celeste. Quem fechou a série foi Gabriel Xavier, que mostrou personalidade e cobrou com categoria o pênalti decisivo.

 

CONFIRA A SÉRIE DE PÊNALTIS

 

Rogério Ceni acertou

Damião errou

Paulo Henrique Ganso acertou

Marquinhos acertou

Souza errou

Arrascaeta acertou

Luís Fabiano errou

Henrique acertou

Centurión acertou

Manoel errou

Lucão errou

Gabriel Xavier acertou

 

GARRA

O Cruzeiro fez sua melhor partida na temporada. Aguerrido, o time estrelado dominou por completo dedicação em campo.

 

HERÓI

O mata-mata é o grande momento dos goleiros. E Fábio se sobressaiu. O arqueiro pegou dois pênaltis e colocou o Cruzeiro nas quartas.

 

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO (4) 1 X 0 (3) SÃO PAULO

 

CRUZEIRO: Fábio, Mayke (Willian Farias), Bruno Rodrigo, Manoel, Mena; Willians, Henrique, Arrascaeta, Marquinhos e Willian (Gabriel Xavier); Leandro Damião. TÉCNICO: Marcelo Oliveira

 

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Bruno, Rafael Toloi, Lucão, Reinaldo; Denilson, Souza, Wesley (Centurión), Ganso e Michel Bastos (Hudson); Alexandre Pato (Luís Fabiano). TÉCNICO: Milton Cruz

 

Gols: Leandro Damião (aos 9' do 2º tempo)

Data: 13 de maio de 2015

Motivo: Jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores

Estádio: Mineirão

Cidade: Belo Horizonte

Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)

Auxiliares: Miguel Nievas (Uruguai) e Gabriel Popovirs (Uruguai)

Público: 37.719 pagantes (39.867 presentes)

Renda: R$ 2.044.295,00

Cartões amarelos: Reinaldo (São Paulo)

Fonte: Hoje em Dia


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