• Bambuí, 12 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: Que mundo é esse?

Foto: Divulgação

Que mundo é esse?

Onde os pais e mães precisam mandar as crianças para a rua, pra tentar com que elas saiam um pouco do quarto, do computador, do celular... Sou de um tempo em que a briga era ao contrário. As mães enloquecidas brigavam pra que entrássemos pelo menos um pouquinho, nem que fosse pra um lanche rápido.

Que mundo é esse?

Um mundo sujo, poluído. Leonardo Da Vinci, antes de o Brasil ser descoberto, arquitetou a cidade de Milão com uma rede de esgotos e coleta de lixo eficientes. Antes mesmo de o Brasil ser descoberto, já tinha gente preocupada com o meio ambiente e hoje, nossos governantes, não sabem lidar com a situação.

Que mundo é esse?

Onde o amor ao próximo sumiu. Como diz o ditado, estamos enxergando anjos e seres de luz nos templos religiosos, mas não temos conseguido ver a realidade dos mendigos nas ruas, das pessoas necessitadas, nos asilos desumanos. Neste mundo, temos olhos apenas para nós mesmos, nossos valores e nossas necessidades.

Que mundo é esse?

Onde a correria do dia a dia não permite mais um sonoro bom dia. A boa educação deveria ser inerente ao ser humano. Trejeitos elegantes deveriam vir de berço. Onde está, então, nossa capacidade de sorrir, de saudar nosso irmão, de desejar-lhe sorte e sucesso no dia de seu aniversário?

Que mundo é esse?

Um mundo onde não existe mais paciência. O trânsito é um exemplo claro disso! Paciência é uma virtude que tem que ser mais valorizada. Há falta de paciência para tudo: nas filas, nos hospitais, nas ruas, nos lares...

Que mundo é esse?

Trata-se do nosso mundo. O mundo que estamos construindo diariamente e tudo que acontece aqui é responsabilidade só nossa. Deus nos deu o livre arbítrio para construir a humanidade que aqui está. Será que estamos fazendo a nossa parte? Será que estamos fazendo a coisa certa? Fica a reflexão.

FIRMINO JÚNIOR, bambuiense, professor do Instituto Federal. É jornalista e mestre em Comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br.


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