• Bambuí, 14 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: Nada como ser eclético na vida!

Foto: Divulgação

A palavra eclético, presente no título deste artigo, tem por definição nos mais diversos dicionários, como aquele que tem gosto variado, que gosta de experimentar várias coisas. Essa palavrinha me chama atenção porque ela é muito ampla, pois abrange desde aquele que gosta de diferentes músicas, comidas, roupas, até aquele que aceita de tudo um pouco, ou seja, que trata a vida com leveza.

Eu penso que ser eclético não é tão simples assim. Dizer que gosta de algo é fácil, principalmente comida, música, enfim, aquelas coisas que comemos, ouvimos ou vemos uma vez e pronto. Se for ruim a gente finge que gosta e se for bom a gente aproveita. O que considero realmente difícil é ser eclético na vida, ou seja, no que se refere a sentimentos e emoções. Está certo que não somos capazes de controlar aquilo que nasce do nada dentro de nós e quando vemos já nos tomou completamente, mas saber lidar com isso com jogo de cintura e aprender a ser feliz, ou seja, ser eclético na vida, não é para qualquer um.

Se ser eclético é gostar de tudo, ou quase tudo, isso implica que sermos ecléticos na vida é aceitarmos as diferenças sem tornar isso algo árduo. E eu não sei você, mas saber levar a vida dessa forma, sob o meu ponto de vista, requer muita compreensão de si mesmo e só assim, isso será capaz de ser transposto ao outro. Afinal, é fácil ser eclético com o que é bom ou traz alegrias, difícil mesmo é ser eclético com o que é duro de encarar ou aceitar.

É por essas outras que sugiro a todos nós que tentemos ser mais ecléticos na vida a partir de hoje. Tracei esse objetivo para mim e espero que ele se estenda a você. Creio que aceitar de tudo um pouco, torna a nossa vida bem mais divertida. Se estivermos em um show, curtiremos todas as músicas. Se estivermos em um festival de gastronomia, tudo o que tiver com cara boa ou nem tanto deverá ser experimentado. Se estivermos com pessoas de raças, cores, crenças ou simplesmente de estilos de vidas diferentes de nós, deveremos ser mais tolerantes.

Dessa forma, com mais aceitação em nossas vidas, acredito que conseguiremos lutar por um mundo sem guerras e sem desigualdades. Por um mundo mais justo e mais tranquilo. E finalmente, deixaremos de ser ecléticos em coisas simples, e nos tornaremos pessoas com um estilo de vida eclético, sendo isso o que realmente importa.

FIRMINO JÚNIOR, bambuiense, é professor do Instituto Federal. Jornalista e mestre em Comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br. Colaborou nesta coluna Fernanda Carla de Oliveira.

 


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