• Bambuí, 11 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: Melhor é o Brasil!

Foto: Divulgação

Escrevo este artigo sem saber ao certo o resultado das eleições neste domingo (26/10) e, em muitos veículos que publico, ele será veiculado até posteriormente ao pleito. Tenho lado, e não escondo de ninguém. Sou Dilma, sem medo de nada ou qualquer tipo de restrição. Mas, todos nós, antes de sermos Dilma, Aécio, Marina, seja lá o que for, temos que ser Brasil, brasileiros...

Temos que ser politizados não só agora, mas sempre! Não podemos defender nossas ideias apenas quando estamos diante de uma escolha importante como a de domingo. Temos que nos manifestar em relação aos erros e acertos, mandos e desmandos dos governos constituídos. Confesso, apesar de militante, também tenho dívidas com o processo democrático brasileiro. E você? O que tem feito?

Não precisa brigar todo dia por um Brasil melhor, se você for às reuniões da Câmara, ou assisti-las via rádio, tv ou web, se você acessar o portal da transparência de seu município e verificar se o dinheiro não está indo para o ralo, acredite, você já estará dando uma contribuição significativa para o Brasil. Tudo que deu certo no mundo, começou de baixo para cima e não ao contrário.

Depois de domingo, vamos todos, seja lá qual for o resultado, empenhar a bandeira verde, amarela e azul, que é maior do que a de qualquer partido ou candidato. Sejamos brasileiros de cabo a rabo. Sejamos coletivos nas lutas e únicos na vontade de fazer desse país um lugar melhor de se viver. Seja com Aécio, ou Dilma,, o que o Brasil quer e precisa é que sua gente também dê as caras, manifeste, diga que não concorda e o que quer durante o mandato e não só no período de campanha.

Sejamos como diz categoricamente o Hino Nacional Brasileiro, "um povo heroico". Saibamos reconhecer os avanços que programas como o Bolsa Família nos trouxe (apesar que tem gente contra a Lei Áurea até hoje), mas também não sejamos cegos aos desvios de recursos na Petrobrás, que recentemente envolveu os dois maiores partidos brasileiros, o PT e o PSDB. Gritemos, com força, esperança e amor por um Brasil mais justo, de nossa parte, com nossa real contribuição.

Não sejamos instrumentos de "forças ocultas", como disse Jânio Quadros, nem esperemos "sair da vida para entrar na história", como Getúlio Vargas, muito menos, vamos esperar o "bolo crescer para depois dividir", como sussurrou Delfim Neto, durante um período muito triste da história de nosso Brasil. Sejamos PT, PSDB ou qualquer um dos outros trinta partidos, mas, antes disso, sejamos Brasil, que é o que realmente importa.

FIRMINO JÚNIOR é professor do Instituto Federal e da PUC Minas, tem mestrado na área de comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br. Colaborou nesta coluna Fernanda Carla de Oliveira


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