• Bambuí, 10 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: Por favor: uma pitada de ansiedade

Foto: Divulgação

“Ansiedade: 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão”. Essas são as acepções encontradas no dicionário Michaelis quando se busca o verbete ansiedade, e creio eu, que agora já ficou claro o tema dessa coluna.

Pois bem. Em poucas remissões à ansiedade é possível notar a mistura de sentimentos e sensações que causam tal palavra. Ao mesmo tempo em que ela parece angustiante, é um desejo ardente, com uma pitada de sofreguidão. É palavra forte e fugaz, tudo junto. E repare bem como ela tem tomado conta da vida de cada ser humano, têm-se hoje, até mesmo, os transtornos de ansiedade. E de quem será a culpa dessa ansiedade louca que tem atormentado todos nós? Os tempos hipermodernos que atingem até mesmo cidades interioranas como a nossa? Não sei bem, mas parece uma boa sugestão.

Ressalto que como tudo que existe, ansiedade tem dois lados. Ela também não é só tormento e desespero, mas é muitas vezes uma busca por felicidade. A ansiedade se moderada é muito boa. Tem ansiedade do nascimento de filho, ansiedade de um parente distante que está prestes a chegar, ansiedade de entrar em um novo emprego. O grande problema do mundo hoje é o excesso de ansiedade. A busca incansável por mais e mais, não dando tempo ao tempo, pois, esperar às vezes é bom também. Respirar é necessário!

Tem gente que é ansioso por natureza, assim com eu. Dizem os mais velhos que isso é hereditário e sabe que até que faz bastante sentido. O fato é saber controlar a ansiedade. Têm pessoas que estão perdendo a cabeça por causa dessa palavrinha que causa transtornos terríveis e faz um mal danado. Entendi que tem que saber ponderar, se não foi agora, paciência, não adianta desesperar. Aproveitando ditados, tem um que tem me acalmado bastante: “O que é seu, é seu. Ninguém tira”.

E já que o que é para a gente ninguém tira, o importante mesmo é fazer a parte que nos cabe. Correr atrás sem muita loucura, não endoidecer de ansiedade e esperar o tempo certo para cada coisa. Paciência e ansiedade são irmãs, basta a gente entender isso. Não estamos aqui para mudar o mundo e sim para fazer a diferença, lembrando sempre que o importante é “Correr atrás dos objetivos” e não persegui-los descontroladamente.

Ufa! Esse tema me deixou até ofegante. Acho melhor descansar um pouco com a paciência e a ansiedade, cada uma no seu devido lugar.

FIRMINO JÚNIOR, bambuiense, é professor na PUC Minas e no Instituto Federal, também jornalista e escritor, tem mestrado na área de Comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br. Colaborou a professora do CENEX FALE/UFMG Fernanda Carla de Oliveira.


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