• Bambuí, 09 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: A vida tem a cor que você pinta

Uma cidade desenvolvimentista estava a receber pessoas de todos os lugares, em busca de trabalho. Um desses que estavam a chegar, ao se aproximar do trevo do município perguntou para um homem que vivia naquele lugar: “Senhor como é essa cidade?”. E o homem respondeu com outra pergunta: “Como era a cidade que você morava?”. O pretenso morador disse: “Ah, era uma cidade interessante, com pessoas boas, tinha grandes amigos lá, só estou vindo pra cá por causa de trabalho”. E o morador completou: “Aqui também é assim, uma cidade com pessoas interessantes, boas e com certeza você fará grandes amizades e será feliz aqui também”. E o moço seguiu viagem. Minutos depois – com a chegada intensa de pessoas – um novo pretenso morador se aproxima do trevo e consequentemente do homem que lá estava a apreciar o tempo e também o interpela: “Senhor como é essa cidade?”. E da mesma forma, apresentou uma contra-pergunta: “Como era a cidade que você morava?”. O rapaz que estava a chegar, respondeu: “Puxa vida, era uma cidade ruim, com pessoas muito fofoqueiras que gostavam de cuidar da vida alheia. Quase não tinha amigos lá, as pessoas eram ruins e não se gostavam. Estou saindo de lá porque não agüentava mais viver naquele lugar”. E o morador, completou: “Aqui também é assim, uma cidade ruim, com pessoas que gostam de falar mal umas das outras”. E o moço seguiu viagem com a certeza de que teria problemas muito parecidos. O que essa historinha nos ensina? Ensina que a vida tem a cor que nós pintamos, ou seja, se nós formos negativos, acreditarmos que todas as pessoas são ruins e nenhum lugar é bom pra gente, necessariamente, onde formos, vamos ter a mesma impressão. Deus deu a nós o livre arbítrio para decidirmos se nossa vida será colorida ou preto e branco. Depende de nós, só de nós, fazer com que tenhamos dias melhores e mais felizes. Isso, porque a nossa felicidade só pode estar dentro de nós. Ela não está com ninguém porque Deus nos deu felicidade plena, mas também nos obriga a descobrir onde ela está. Nos últimos cinco anos morei em quatro municípios diferentes. E por todos os lugares que passei, graças a Deus, consegui construir boas amizades. É claro, que todas as cidades têm problemas, aliás, pessoas com problemas. Mas, se nós formos nos preocupar apenas com as laranjas podres, nós nunca, nunca mesmo, apreciaremos a doçura das laranjas que não estão estragadas. Já dizia um amigo, viver é a arte de superar obstáculos e dificuldades. Ou, como disse certa vez Oscar Wilde: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. E você? Vive ou existe? Encerro a nossa conversa da semana com uma memória do poeta Fernando Pessoa, que dizia: “Às vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Ou seja, nunca se esqueça que o mais importante é ir à luta, abraçar a vida e ser feliz. Ah, e nãos e esqueça, a vida tem a cor que você pinta, e tudo estará conforme as vibrações que você mandar para dentro de você e para as pessoas que estão ao seu redor. Positividade é a palavra de ordem. FIRMINO JÚNIOR, bambuiense, é professor na PUC Minas e no Instituto Federal, também jornalista e escritor, tem mestrado na área de Comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br

Compartilhe:

COMENTÁRIOS