• Bambuí, 11 de Dezembro de 2019

Firmino Júnior: Onde está a felicidade?

Tem gente que passa a vida buscando encontrar a felicidade. Uns dizem que vão encontrá-la na aposentadoria, pois lá terão tempo disponível para ser feliz. Outros e outras dizem que serão mais felizes assim que se casarem, pois estão predispostos a encontrar a tal da felicidade no príncipe (ou princesa) encantado(a). Mas, afinal de contas, onde é que está a felicidade? Para alguns está no dinheiro. “Quanto mais se tem bufunfa, mais feliz se é”, pensam. Para outros está na família. “Tenho mulher e filhos e isso não tem preço”, dizem muitos. Algumas pessoas encontram a felicidade no poder, nas posições sociais. Outros seres menos iluminados se afeiçoam nos vícios, na bebida, nas drogas. Têm aqueles também que encontram a felicidade na religião ou na espiritualidade. Não importa quem seja o fulano, no fundo no fundo, todos nós estamos buscando esta tal de felicidade. Madre Teresa de Calcutá sempre dizia que nunca devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. Então, será que tão caridosa religiosa, acreditava que temos uma missão de distribuir felicidade? Talvez sim, afinal de contas, com um coração daqueles, é fácil depositar em nós a esperança de fazer a vida dos outros um pouco melhores. O mestre e líder político Mahatma Gandhi afirmara que não existe um caminho específico e certo para a felicidade, já que a própria felicidade é que é o caminho. Concordo! Devemos trilhar nosso caminho paralelo ao caminho da felicidade. E falo aqui não da felicidade efêmera, aquela que dura alguns dias de agito no carnaval, (nada contra a festa, até gosto) trato daquela felicidade que dura, se eterniza na nossa mente e no nosso coração. Não é um pulo! Quem também um dia discorreu sobre a busca pela felicidade foi o romancista William Shakespeare. Ele disse literalmente que: “Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos”. É verdade! Temos uma tendência daninha a valorizar o que não temos. Não possuímos uma TV com tecnologia nova, daí a compramos, e nem percebemos o entretenimento que ela nos proporciona. Muitas vezes, nem a usamos como planejamos, não é? Então, a felicidade seria algo que, quando a atingimos, não queremos? Onde está a felicidade? Na verdade, caro leitor, se você foi atraído a ler este pequeno excerto imaginando que encontraria ao final uma resposta para a pergunta proposta no título, peço desculpas pela decepção causada. Eu, e nem ninguém, sabemos onde está a verdadeira felicidade. Todos a buscamos, cada um a sua forma e seu jeito. Agora, com certeza, ela está próxima do coração e dos nossos sentimentos mais sinceros e profundos... Mas não sei o nome deste lugar. Quando descobrir, eu te conto. Há um provérbio chinês que diz: “A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?” Talvez, seja nessa arrumação do coração, que encontraremos a nossa tão merecida e distante felicidade plena... Ou seja, no cotidiano. FIRMINO JÚNIOR, bambuiense, é professor na PUC Minas e no Instituto Federal, também jornalista e escritor, tem mestrado na área de Comunicação. Contato: firmino.junior@yahoo.com.br

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