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Polícia Civil conclui inquérito na Operação Éden, que investiga a ex-prefeita de Santa Rosa da Serra e três vereadores

Créditos: Marcelo TheBack/TVKZ Publicada em 09/01/2019 às 22:01:53
Foto: Reprodução

A Polícia Civil (PC) de Minas Gerais através das Delegacias de Campos Altos e Ibiá, divulgou nesta quarta-feira (9) a conclusão do inquérito policial referente à segunda fase da Operação Éden que investigou a ex-prefeita de Santa Rosa da Serra, seu marido, um servidor público e três vereadores, ainda em exercício. De acordo com a PC, a conclusão ocorreu na segunda-feira (7).

Conforme a publicação, a segunda fase da operação teve início em 26 de maio de 2017 nas residências da ex-prefeita e dos vereadores. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisão. Em conformidade com o inquérito, concluiu-se que a ex-prefeita, seu marido e os três vereadores praticaram os crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, supressão de documentos e organização criminosa.

De acordo com a investigação, indícios demonstraram que a ex-prefeita pagou cerca de cem mil reais a um vereador para comprar o seu silêncio em relação às ilegalidades praticadas por ela durante o período em que exerceu o cargo de prefeita do município de Santa Rosa da Serra. Segundo apurado pela PC, como parte deste pagamento, ela entregou a um vereador uma caminhonete no valor aproximado de R$ 60 mil reais. O restante foi pago em dinheiro e também por depósitos bancários.

Já em relação aos outros dois vereadores, o delegado André Luis Campos, responsável pela investigação, informou que as investigações apontaram que eles suprimiram e ocultaram diversos documentos que continham provas dos desvios de dinheiro público, que foram feitos pela ex-prefeita em seu mandato. Durante as diligências de cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos contra esses vereadores pela Vara Criminal de Campos Altos, os investigadores encontraram e apreenderam diversos documentos que incriminavam a ex-prefeita. Por esta razão, foram indiciados por supressão de documentos públicos.

Os vereadores envolvidos também foram indiciados pela prática do crime de prevaricação, que segundo a polícia, deixaram de praticar atos de ofício ao não investigar e nem denunciar as ilegalidades praticadas. Todos os investigados também estão sendo indiciados por organização criminosa.

O inquérito policial foi enviado ao Ministério Público da Comarca de Campos Altos, onde será analisado pelo Promotor de Justiça que poderá oferecer denúncia contra os envolvidos. As penas para os crimes de organização criminosa variam de três a oito anos de prisão, para os crimes de corrupção ativa e passiva a pena é de dois a 12 anos, para o crime de prevaricação a pena é de três meses a um ano de prisão e para o crime de supressão de documento a pena é de dois a seis anos.

A Polícia Civil também representou pela suspensão da função pública dos três vereadores que foram indiciados. Segundo o delegado, o objetivo é que eles sejam imediatamente afastados de seus cargos eletivos. A PC informou que o pedido será analisado pelo Ministério Público e, em seguida, deferido ou não pelo Juiz da Comarca de Campos Altos.  Ainda segundo a PC, as investigações continuam com a finalidade de concluir, o mais breve possível, os demais Inquéritos Policiais que foram instaurados durante a operação Éden.

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