• Bambuí, 10 de Dezembro de 2019

Robinho é condenado a 9 anos de prisão por agressão sexual na Itália

Foto: Reprodução

A nona sessão do tribunal de Milão condenou o atacante do Atlético Robinho a nove anos de prisão por agressão sexual grupal a uma garota albanesa de 22 anos, em uma discoteca de Milão, em 22 de janeiro de 2013. O ato, de acordo com a investigação, foi consumado por Robinho, que defendia o Milan naquela época, e outras cinco pessoas, sendo que uma delas seria Ricardo Falco, amigo do craque, que também levou a mesma pena, segundo informam jornais italianos.

Para os outros quatro réus, segundo informa o site Leggo, o julgamento foi suspenso. O craque e seu amigo também terão de desembolsar 60 mil euros de danos à vítima.

Segundo informações da agência de notícias italiana Ansa e de outros periódicos italianos, como o veredicto foi dado em primeiro instância, jogador poderá ainda recorrer à Justiça local. Enquanto não houver condenação final, a pena não será aplicada. Assim, o atacante alvinegro responderá o caso em liberdade.

Esta é a segunda acusação de estupro enfrentada pelo jogador. Em 2009, ele foi investigado, na Inglaterra, após uma mulher ter dito que foi violentada por ele em uma discoteca da cidade de Leeds. O jogador, que à época defendendo o Manchester City, foi inocentado naquela ocasião.

Em nota, a empresária do jogador, Marisa Alija Ramos, informou que Robinho já se defendeu das acusações e que nega participação no ato. 

Sobre o assunto envolvendo o atacante Robinho, em um fato ocorrido há alguns anos, esclareço que meu cliente já se defendeu das acusações, afirmando não ter qualquer participação no episódio. Todas as providências legais já estão sendo tomadas acerca desta decisão em primeira instância.

Em contato com a reportagem, o Atlético afirmou que ainda não se manifestará sobre o ocorrido, pois é um assunto pessoal do atleta.

O caso

Em 2013, o jornal italiano "Corriere dello Sport", noticiou que o camisa 7 do Galo conheceu a jovem albanesa em janeiro de 2013, durante um jantar em Milão, quando estava acompanhado dos amigos e de sua esposa. O ato teria ocorrido na mesma noite. Porém, a denúncia foi feita "alguns meses mais tarde", segundo informou o veículo. 

Coordenada pelo vice-procurador Pietro Forno e pela promotora Alessia Mel, a investigação colheu o depoimento da vítima. Em junho de 2014, Robinho prestou esclarecimentos. O Ministério Público chegou a pedir a prisão do jogador à época, mas a juíza Alessandra Simion rejeitou o pedido de custódia. Segundo ela, não havia razão para a precaução, nem risco de reincidência, fuga ou supressão de provas.

Pouco depois, Robinho chegou a divulgar um vídeo e uma nota chamando a acusação de "triste e mentirosa" e ameaçou processar a imprensa por publicar informações "mentirosas". 

Confira a nota íntegra:

"Diante das informações envolvendo o jogador de futebol Robson de Souza (Robinho), noticiadas irresponsavelmente hoje nos meios de comunicações da Itália, e replicadas no Brasil sem qualquer apuração quanto à sua veracidade, Robinho afirma que não tem qualquer participação no episódio mencionado. Todas as providências legais já estão sendo tomadas.

Robinho lamenta o episódio, que é levantado sem qualquer fundamento, justamente em um período que atravessa uma boa fase profissional, pessoal e familiar.

Em relação ao caso de Londres, fato não apurado profundamente pela imprensa e lembrado agora de forma oportunista, Robinho informa que foi acusado de forma leviana e mentirosa; sendo que, após investigação policial (concluída), foi comprovada a sua inocência, e, em contrapartida, a autora da falsa acusação foi denunciada pela polícia londrina e responde processo pelo crime de falsa acusação e calúnia.

Robinho afirma que, apesar de revoltado, está muito bem amparado pela família e em Deus. Ele agradece a todos que torcem por ele, que conhecem sua índole, e, portanto, sabem que jamais cometeria tal ato".

Confira o vídeo publicado à época


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