• Bambuí, 14 de Outubro de 2019

Operação fecha o cerco a líderes do PCC em presídio de Uberaba

Foto: Reprodução

Cerca de 85 homens do Comando de Operações Especiais (Cope) e 250 agentes penitenciários participam de uma intervenção na manhã desta segunda-feira (18) no presídio Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Segundo Francisco Ivanildo, vice-presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sata-MG), a operação tem como objetivo acabar com a ação de líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuam no presídio.

“O presos tomaram conta do presídio. A ação do PCC lá dentro acontece manhã, tarde e noite. Os agentes penitenciários são assediados pelos presos diariamente. Não dá mais para continuar assim e, por isso, realizamos essa intervenção que pode durar meses”, afirmou o sindicalista.

De acordo com Ivanildo, os integrantes da operação buscam apreender celulares, drogas e até armas dentro do presídio. Além disso, alguns do líderes do PCC podem ser transferidos para penitenciárias de segurança máxima como a Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, e a Francisco Sá, na cidade de mesmo nome, no Norte de Minas.

Questionada pela reportagem sobre a operação, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap-MG) disse, em nota, que ações de revista como a que acontece em Uberaba são rotineiras em todas as 210 unidades prisionais administradas pela pasta.

"O que ocorre nesta segunda, na Penitenciária Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, é mais uma dessas ações; e tendo em vista o perfil da unidade, o Comando de Operações Especiais do Sistema Prisional (Cope) apoia a penitenciária", justificou a secretaria, sem dar mais detalhes.

PCC no Triângulo Mineiro

Em janeiro deste ano, o jornal O TEMPO mostrou, em reportagem especial, que a principal estratégia do PCC para se tornar hegemônico no Triângulo Mineiro é utilizar a prisão de membros da alta cúpula da facção para influenciar outros detentos a fazer parte do grupo.

"Os batismos, como são chamadas as novas adesões, têm ocorrido em praticamente todos os presídios da região, conforme os relatos de agentes penitenciários. Há denúncias, inclusive, de que líderes importantes do PCC estariam “forçando” suas prisões em Minas – ao cometerem crimes de menor potencial ofensivo – para entrar no sistema prisional do Estado", contou a reportagem publicada no dia 17 daquele mês.


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