• Bambuí, 20 de Agosto de 2019

Em noite dramática, Cruzeiro vence e fica a dois passos do penta

Foto: Reprodução

O cenário estava armado. O coliseu do futebol mineiro abriu suas cortinas para um grande espetáculo, envolvendo as duas maiores companhias da história da Copa do Brasil: Cruzeiro e Grêmio, donos de quatro e cinco títulos, respectivamente. Pintado e iluminado de azul e branco e com público recorde no ano – 50.243 pagantes –, o Mineirão foi o palco de grandes artistas com a bola nos pés, que criaram na noite desta quarta-feira mais uma obra digna de suas tradições e que reeditavam a semifinal do torneio do ano passado.

O roteiro, porém, ganhou doses maiores de dramaticidade, manifestadas ao longo do duelo. E um desfecho bem diferente daquele de 2016, com a Raposa classificada à final. E sem um só protagonista. Pois na equipe azul e branca, todos são protagonistas. Protagonistas de um mesmo sonho: o do pentacampeonato. Só faltam dois embates para tal desejo se concretizar. Porém, precisa superar o Flamengo. Mais uma batalha está por vir. Mais uma página heroica e imortal a ser escrita? Bem, o roteirista Mano e as estrelas do Cruzeiro é quem vão dizer.

Drama e festa. Tinha que ser sofrido. Tinha que ser heroico. Mas tinha que ser nos pênaltis? Tinha! O placar de 1 a 0, com gol de Hudson, levou a decisão da vaga para as cobranças de penalidades. Nas quatro primeiras batidas, Sóbis e Raniel converterem, e Robinho e Murilo erraram pelo lado celeste. No Grêmio, o desempenho foi igual, com Fernandinho e Arhur balançando as redes, e Edílson e Everton desperdiçando os chutes.

Foi aí que veio a responsabilidade para dois dos gigantes cruzeirenses. Primeiro foi Fábio, que defendeu a cobrança de Luan. Depois, Thiago Neves consolidou uma classificação suada, vibrante e homérica. Que venha o Flamengo. Que venha mais uma obra de arte de Mano e a companhia celeste.
Capítulos. Thiago Neves ficou responsável por atuar mais centralizado, tentando fazer o giro na área. Mas em várias oportunidades teve que buscar jogo em sua posição de origem. Acabou não tendo êxito em nenhuma das duas funções. Só que ele não era o único a falhar ofensivamente. Apesar da garra, Alisson e Elber, a “surpresa” da noite, não conseguiam avançar com qualidade no primeiro tempo.

Defensivamente, os celestes davam espaços às investidas do Grêmio, que falhava no último passe. A combinação desses fatores culminou no empate em 0 a 0 na etapa inicial.
Na volta do intervalo, uma modificação na Raposa: Elber deu lugar a Raniel. A equipe azul e branca melhorou bastante com uma referência na área, e Neves passou a desempenhar quase que integralmente o papel de articulador no meio de campo. A torcida acompanhava o ritmo dos comandados de Mano. E aos 7 min veio a recompensa. Depois da cobrança de escanteio, Hudson mandou para as redes: 1 a 0.

O Cruzeiro continuou em cima, pressionando bastante e criando boas chances para anotar o segundo gol. Ficou no quase. O resultou perdurou, e os pênaltis se tornaram iminentes. Assim como a festa azul e branca: 3 a 2 nas penalidades, e a Raposa na final.


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